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Acelerador de partículas Brasileiro

A primeira fonte de Luz Síncroton brasileira (acelerador de partículas) começou a ser projetada em 1983 e entrou em operação 14 anos depois, em 1997. São apenas 26 países que têm laboratórios síncrotron e esta é a primeira Fonte de Luz Síncrotron do Hemisfério  Sul com projeto e fabricação 84% brasileira que começou a ser construída num galpão, em Campinas. 
“Eram quatro paredes, teto e piso de terra. Fiz o projeto de engenharia civil e contratamos uma empresa para fazer a reforma do prédio que ficou pronta em 1987. Foi então que contratamos as primeiras 30 pessoas, a maior parte recém-formados”, conta Ricardo Rodrigues, um dos responsáveis pela construção da primeira Fonte Síncrotron brasileira.
Outra dificuldade foi a falta de apoio da indústria nacional. “Projetamos e construímos tudo, com exceção da estrutura metálica do anel”, lembra Rodrigues. “Montamos oficinas em 13 áreas de engenharia e ainda fizemos as Linhas de Luz.” Quando a máquina foi aberta aos usuários, em 1997, cinco Linhas já estavam em funcionamento.
A maior parte do material foi comprada no Brasil. Apenas 16% do custo da máquina foi importado.  Até os imãs utilizados para o direcionamento do feixe de elétrons foram construídos no galpão de Campinas. “Quando falta dinheiro, é preciso ser criativo. Não tínhamos dinheiro para utilizar tecnologia de estamparia e os imãs foram cortados a laser, um total de 12 mil chapas.”
Isso mostra o diferencial dos cientistas brasileiro em relação a outros, quando não se tem investimentos o suficiente para criar conhecimento científico e tecnológico, eles utilizam-se da criatividade.
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